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domingo, 23 de junho de 2013

Ensaios de Gênero | Três garotos feministas ensaiando política, educação, feminismo e coisas do gênero…

Ensaios de Gênero | Três garotos feministas ensaiando política, educação, feminismo e coisas do gênero…:

Os episódios recentes de confronto entre polícia e manifestantes – em especial na quinta-feira passada, 13 de junho – quando a ação desproporcional da polícia (sobretudo da Tropa de Choque) chegou a causar até uma comoção pública como não se via há tempos, nos remete à reflexão de que o Brasil, apesar de não ser mais regido sob um ditadura militar, ainda carrega resquícios autoritários que fragilizam, em muitos graus, a concretização de uma sociedade verdadeiramente democrática.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Política :: Blog :: Ortellado: A fábrica de papers






A fábrica de papers A organização do trabalho na universidade está passando por uma profunda modificação: ela não é mais voltada para a realização de pesquisas exemplares que disputem o reconhecimento dos pares, mas para a conquista de metas de produtividade que gerem reconhecimento credencial das instituições de avaliação. A universidade se parece cada vez menos com um colegiado aristocrático de cientistas desinteressados e cada vez mais com uma fábrica de papers: uma fábrica povoada de operários obedientes. O resultado desta mudança de perfil organizacional não é apenas burocratização e aceleração do trabalho – ela também gera uma profunda corrupção do sistema de comunicação científica. Um mercado concorrencial de papers A pesquisa universitária se constituiu modernamente segundo o modelo do colegiado aristocrático de cientistas desinteressados – pesquisadores que, emancipados da lógica econômica, podiam ociosamente investigar o mundo. Para isso foram criados os sistemas de estabilidade (as cátedras e os tenures) e independência acadêmicas (autonomia de pesquisa) que simulavam as condições sociais da pesquisa aristocrática do século XVIII. Embora houvesse algo de anacrônico neste modelo, ele parece ter se ajustado bem às estruturas capitalistas modernas até o fim do boom científico posterior à segunda guerra mundial. No entanto, junto com a crise do estado de bem-estar, a “excepcionalidade” organizacional da ciência foi posta em xeque. Não há ainda consenso sobre o que causou essa mudança. Dardot e Laval, num artigo célebre, atribuem essa mudança ao neoliberalismo – que não consistiria na simples desregulamentação econômica, mas na ampliação da lógica da competição de mercado para todas as esferas da vida. Uma outra explicação para o fenômeno seria a emergência da economia do conhecimento que teria aproximado as formas de organização da empresa capitalista e da universidade num processo que Steven Vallas e Daniel Kleinman chamaram de “convergência assimétrica”. Siga lendo no link : Política :: Blog :: Ortellado: A fábrica de papers.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Jornal do Brasil - Sociedade Aberta - Cotas sociais 

Jornal do Brasil - Sociedade Aberta - Cotas sociais : siga o link para ver a matéria completa

'via Blog this'

Refletindo a partir da matéria do Jornal do Brasil sobre as cotas sociais...

Ninguém nega que a situação de desigualdade social no Brasil é abissal, não importando o que dizem os índices de crescimento econômico e a apregoada ascensão da classe B, C, D, ou alfabeto inteiro, que o governo divulga com exemplo de sucesso para suas políticas sociais nos últimos quinze anos. O fato é que o problema da administração pública do país apresenta processos viciados de solução para os problemas que atingem diretamente a população. Essas medidas normalmente assumem ares "milagrosos", em suas ações, para tentar sanar estas questões sempre à curto prazo, de olho sobre o impacto em 4 anos, período regulamentar de mandato governamental. Diante disso, assistimos mais uma medida "redentora" do governo, para mascarar o problema profundo-imenso-progressivo da educação no Brasil. Podemos acreditar que as cotas do ensino público tornarão mais igualitárias o acesso à universidade, mas sem crises de culpa ideológica ou anseios romantizados-ingênuos-impalpáveis sobre o valor de um um curso superior nos dias de hoje, respiremos e vamos refletir um pouco: do estudante que chega hoje à universidade, se espera uma formação básica, com instrumentalizações mínimas para que seu processo de aprendizado dentro do curso escolhido possa acontecer, inclusive, considerando sua transição e adaptação para o aprendizado em um sistema pedagógico distinto dos modos de operação da escola de ensino médio. Nada que seja fator impeditivo de acesso, mas são fatores reais de impacto sobre a vida do estudante universitário, que se vê em um novo ambiente educacional, tendo que se familiarizar com estes novos procedimentos. A questão que se torna o nó, diante da proposta das cotas do senado.  é que, em quatro anos, não se supera o problema do desnível pedagógico, psicológico e educacional do ensino fundamental e médio do país. É necessário um planejamento e políticas progressivas, no meu ponto de vista humilde, nos próximos dez ou quinze, no mínimo, sofrendo reavaliações e revisões constantes, para que possa se pensar em abdicar da desigualdade real do ensino público e privado. Portanto, abraçando a política das cotas agora, pode-se projetar trés possíveis consequências: primeira, o impacto sobre o ensino superior é a queda da excelência do profissional egresso (e das próprias instituições superiores de ensino), que necessitaria de bem mais de quatro ou cinco anos para equilibrar minimamente sua formação básica no intuito de projetar sua formação profissional e acadêmica em médio prazo. Em outras palavras, o estudante que tem grandes deficiências de aprendizado, interpretação, leitura, com dificuldades de se adaptar a um sistema muito mais autônomo de estudo como o proposto pela vida acadêmica, precisará de formação adicional para suprir essas dificuldades, o que antigamente poderíamos, por analogia, denominar "reforço escolar", que atualmente não existe no panorama dos cursos regulares das universidades públicas. Ensinar o aluno a ler, escrever e interpretar se tornaria papel fundamental da escola da ensino superior, antes de poder apontar um caminho de especialização.
A segunda consequência possível seria o acomodamento das políticas publicas sobre os problemas da educação de base, haja vista os índices, obviamente positivos, de aumento de acesso ao ensino superior, consequência direta da política das cotas. Em quatro anos, um aluno ingressante a partir desse processo ainda não teria se formado, portanto não se tem avaliação do seu perfil como egresso no mercado de trabalho. O governo receberia boa repercussão sobre o impacto imediato da nova regra, saindo de cena elegantemente antes que caia o pano, revelando a crise, agora catapultada para o mercado de trabalho, na forma de profissionais com formação insuficiente. Me pergunto, se um senador ou presidente da republica iria para um consultório médico ou odontológico de um profissional egresso das escolas impactadas por essa  política, da qual ele mesmo foi responsável direto, mesmo sem conhecer diretamente o abalroamento, a longo prazo, sobre a formação profissional no Brasil. 
O terceiro resultado possível a ser considerado talvez seja o mais óbvio e controverso de todos: um conjunto de problemas renovados fresquinhos, considerando-se: sucateamento de ensino, falta de professores bem formados suficientes para suprir as novas demandas da educação superior (inclusive da pós graduação), alunos insatisfeitos, frustrados e incrédulos com sua formação, considerando que poderiam alimentar a esperança que o acesso à universidade seria um salto em termos de crescimento pessoal e profissional, somados a mais repudiadas greves no sistema de educação pública, mas afinal, quem se importa? Quatro anos passam depressa, e novas eleições, promessas milagreiras e campanhas eleitorais com segundos milionários na tv chegam logo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Revista Comunicação e Cultura nº 7 – Intelectuais e Media « Revista Comunicação e Cultura

Revista Comunicação e Cultura nº 7 – Intelectuais e Media « Revista Comunicação e Cultura:

Os intelectuais e os media
Rita Figueiras

Quando em 2007 Andrew Keen lançou The Cult of Amateur, lançou também
um debate sobre as implicações das novas tecnologias na destruição da cultura e
dos seus modelos de negócio. Para Keen, nos últimos anos, a Internet tem sido
uma das principais responsáveis pela perda de relevância da cultura erudita, do
conhecimento e dos especialistas nas sociedades contemporâneas, bem como pela
falência eminente dos seus modos de expressão, como os livros ou os jornais.
Num tempo em que o conhecimento é entendido cada vez mais como algo superficial
e banal, e em que a Internet se apresenta como um dos media dominantes,
os conteúdos dos blogues, da Wikipédia ou do YouTube, gerados por indivíduos
sem credenciais ou obra intelectual que valide o que produzem, têm suscitado um
conjunto de questões sobre as consequências culturais destas novas práticas. Se
qualquer um, independentemente do grau de conhecimento sobre os assuntos,
pode colaborar com este novo meio, qual é o lugar reservado aos especialistas e
aos intelectuais numa sociedade que privilegia o amadorismo e dele se alimenta?
Andrew Keen explica o triunfo do amadorismo com as características tecnológicas
da Internet. Leia mais no link indicado acima.