No escuro, espera. Nem respiração se percebe. As mãos suadas seguram firme o metal liso. As luzes à distância, sob a chuva fina, misturam-se desfocadas. Olha o relógio nervosamente, a cada minuto. Pisca vagarosamente os olhos carregados de sono e cansaço, mas o leve tremor da mão revela a excitação silenciosa. Os ossos doem, enrijecidos. Mas nada o fará se mover dali. Um clique. Um baque surdo. O chão molhado e cheio de folhas. Depois, um silêncio reconfortante. É tudo que precisa para não haver amanhã.

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